Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esportes. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de novembro de 2009

Cards, Chips & Laws

A constituição brasileira proíbe qualquer "jogo de azar" mantido em lugar público, sendo "jogo de azar" qualquer atividade que envolva mais sorte - ou somente sorte - do que o próprio cálculo.
Houveram milhões de debates, reuniões, CPIs e o diacho pra definir a proibição ou legalização desse tipo de "modalidade" no Brasil, mas não é porque a legislação proíbe que metade do país cortará as atividades de pôquer semanal no domingo à tarde.

Eu, como defensor e amante berseker do Texas Hold'em e, infelizmente, uma tentativa de jornalista imparcial, vou falar disso pelos dois pontos de vista. Ou não. É, não.

Eu sempre achei que cada um vivesse por sua conta e risco, portanto, a culpa não seria da banca de BlackJack se alguém ficasse bêbado e apostase sua aposentadoria numa mão somada em 23. A mesma coisa para o bingo, roleta e outros desse gênero que agora me falham a memória. São jogos que eu considero estúpidos porque não incluem nenhuma lógica nem trazem alguma diversão, mas só o risco do prejuízo/perda de todos os bens imagináveis não é motivo que justifique a proibição generalizada de todos os jogos de carteado.

O pôquer, após ser apoiado por vários profissionais da área, foi considerado um esporte de estratégia e cálculo, estando ao lado do xadrez e afinal, a sorte não define os melhores jogadores. Mesmo assim, ainda é um esporte discriminado.
Todos os filmes e histórias de gente que "perde tudo nos jogos" fez esse senso comum ao redor, não só do pôquer, mas de toda atividade que possua um Ás.

Aqui, o BlackJack é considerado maligno, a roleta é o jogo do demônio e o texan poker é pra quem entregou a vida à futilidade. É uma pena, alguns esportes de cartas poderiam ser explorados, mas não, é mais fácil transformá-los em alvos. Pra que fazer algo?
Proíbam os cassinos, não precisamos deles. Já temos um grande cassino em Brasília, a verdadeira "Sin City".

Não é a constituição nem o preconceito que vão acabar com os cassinos.
Não é a constituição nem o preconceito que vão acabar com minhas tardes de pôquer no domingo.

PS: Próximo post, advinhem? (As Fantásticas Aventuras de) Dag Hammarskjöld: O Herói Desconhecido - Parte 3!
PS2: Atualizações toda quarta e domingo! Continue acompanhando!

domingo, 25 de outubro de 2009

Olim-piadas, Copa do Mundo e a "Preocupação"

A notícia que a sede do maior evento esportivo do mundo será o Brasil está bombando. No Brasil, é claro.
Ganhamos a sede das Olimpíadas por caridade, pura esmola, afinal, não nos comparamos a Chicago, Tóquio ou Madrid. Mas eu vou ser sincero: Vai piorar a situação do nosso país, não temos capacidade para manter um evento desses, mas eu estou feliz, mesmo. É um grande evento e, se nossa terrinha não consegue administrar para saírmos no lucro, oras bolas, vamos sair no prejuízo nos divertindo pelo menos!



Quero ver se na hora da final do futebol, todos esses que hoje falam "Olim-piadas, é uma vergonha o Brasil tentar sediar um evento desses!" não vão estar na cadeirinha cativa berrando "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!". E tem mesmo que ser brasileiro, pra se contentar com isso. Somos um povo de esmola.

Eu não vou mentir. Eu quero ir no Rio só pra ver essa festa. Assistir ao Judô, Tae-kwon-do, esgrima e basquete em nosso solo vai ser divertido. Quem sabe eu até vá em algum jogo de futebol. Cornetar, lógico.

O Zé Povinho do nosso país precisa entender que essa olimpíada não foi uma vitória, não a merecemos, mas como a conseguimos, vamos aproveitar. A realidade é que, com isso, alimentamos mais esse espírito gordo e depressivo do povo brasileiro, mas, falando sério, o que podemos fazer?
O povo que quer mudar e tem consciência de como fazê-lo é uma parcela muito pequena e o resto é desfavorecido - Se você não for politicamente (chato) correto, sinta-se a vontade para ler "ignorante".

No final das contas, o que nos resta é aproveitar o que temos. Aproveitar a esmolinha que conseguimos, porque depois já vem mais uma época de eleições - e mais uma época de decepções.

Só espero que o governo do Rio de Janeiro faça o possível pra esse evento não nos prejudicar mais do que especulamos, para que ele tenha uma consciência de administração e segurança. E, de preferência, impedir qualquer assassinato de atletas devido a entrada de skinheads nos eventos.

De resto, só nos sobra ficar na esperança.
A esperança do brasileiro, que não é novidade para nenhum de nós.

Aí me perguntam: "Você não ia falar de copa do mundo também?"
E eu respondo: "Você lembrava da copa do mundo antes de ler tal nome no topo do post?"

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Çalve a Çelessão!"

Esse post terá uma gravação em podcast, poderá ser vista no www.patetacast.mypodcast.com
& terá, como convidado especial, o Nipooo, do blog cuja criatividade foi tão grande que tem o mesmo nome de seu criador. Acessem o blog AQUI!

Pois é, vaaamos falar de futebol. Não sobre o esporte, sobre sua história, sobre as "glórias" e "conquistas" de nosso país.
Vamos falar sobre como esse tal esporte maravilhoso caga nosso país, caga em nós com tais glórias e conquistas.

Quando tive a idéia desse post, logo, comentei com um amigo(Nipo), pedindo sua opinião sobre o assunto. Durante a conversa, soltei um "Nossa cara, eu odeio futebol..." e ele me respondeu com um "Só por que você joga mal".

Quem me dera, aliás, quem dera a nação que esse meu ódio de futebol fosse só por que sou um baita perna-de-pau.
Eu odeio esse esporte pelo simples motivo de que ele alucina as pessoas! Ou pior ainda, alucina as pessoas do nosso país!

Quando tem jogo do Brasil, o país para. Você pode não ter família, não ter bens nem conciência, mas se tem jogo da seleção, a nação se mobiliza.

Tomemos, por exemplo, a época da ditadura. Quem assistiu o filme "O Ano em que Meus Pais Sairam de Férias" sabe do que eu estou dizendo. Durante o governo militar, a copa do mundo serviu de tampão para os atos secretos do governo.
Enquanto o governo realizava suas muambas, nosso país nem sequer assistia-os. Faziam pior. Assistiam nossa seleção, os "heróis" de nosso país "conquistar o mundo". Quem viveu a época lembra do famoso hino "Pra Frente Brasil".

Nos dias de hoje, o governo não é opressor, porém, o povo também não é mais inteligente do que naquela época. Infelizmente, nosso país vive num conseso de que futebol é felicidade. Queria ver se o Brasil fizesse 5 x 0 na Argentina numa final... Duvido que álguem lembraria que nosso presidente analfabeto e metalúrgico governa esse país como se fosse uma padoca.

O futebol, além de cegar mais o povo do que o Jornal Nacional, também é o fator causador de muitas brigas de rua. Que são paulino nunca quis bater num corinthiano, que palmeirense nunca ficou puto com alguma zoação quando caiu pra "segundona"?
Pois é. E isso é o de menos. Quantas notícias dizendo "Torcedor morre pisoteado", "Torcedor é atingido por bala da PM em confusão no Pacaembú" ou "Alambrado despenca e mata 200 na Bahia".
Torcidas "organizadas", conflitos armados, porradarias em bares... Tudo por que? Por causa de um "inofensivo" esporte.

Um país não cresce através do esporte, cresce através da educação, das obras e através de um governo competente, o que, evidentemente, não é o que ecorre aqui.

"Afinal, vamos começar a obra?"
"Não dá, tem futebol!"

PS - Agradecimento: Queria agradecer mesmo ao Nipo, ao Caio e ao Henrique. São 3 caras que me dão muito apoio aqui no blog e me fornecem certas coisinhas... programas em flash, ajudas no podcast e montagens no photoshop (além do apoio moral)

Valeu negaiada!
Ceis são do caraio!