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domingo, 6 de dezembro de 2009

Game Review - Assassins Creed II

PS3/XBOX 360/PC
Conseguiu surpreender. Ultrapassou as enormes expectativas. Definitivamente o jogo do ano, uma aula de história e aula interativa essencial para a escola de matadores de aluguel.

Assassins Creed I veio como um estouro no mercado e nas revistas de games, mas era cornetado com alguns defeitos, dentre o mais forte deles, a repetição. A Ubisoft com certeza viu esse problema e trabalhou duro para resolvê-lo, porque nesses 2 dias in-loop assassinando italianos no PS3 não me trouxeram um teco de enjôo.
É um daqueles jogos que você coloca na lista de "Top Games de 2009/2010" sem receio algum e já fica empolgado procurando especulações de uma terceira edição da série.
Vejam o porque:

Jogabilidade:
Fantástica. Os combos de assassinato são de deixar uma platéia boquiaberta e as funções de Parkour foram bastante aprimoradas, com comandos mais adaptados ao joystick do PlayStation, tornando mais fácil a mobilidade de Ezio pelas ruas italianas. Porém, não é perfeito. Durante as corridas nos telhados, o analógico pode acabar se perdendo e por muitas vezes, o jovem Auditore cai de um local não muito baixo. A inteligência artificial dos guardas está exponencialmente melhor, eles vão até você para investigar e logo atacam. Diferente de Altair, você não escapa deles rezando, mas sim se misturando em grupos de pessoas nas ruas. Tornou-se um jogo mais difícil e superou aquele fator do "too easy". As missões se tornaram mais interessantes devido a história, que será explicada mais pra frente, e você nunca perde a vontade de fazê-las, pois é simplesmente muito divertido!
Em quesito de jogabilidade, a nota é 9.5!

Gráficos:
There's no much to say. O PS3 é conhecido principalmente pelos gráficos, portanto, é um jogo de ótimos gráficos, no padrão da tal plataforma. Nenhum bug de imagem ou de profundidade apareceu até agora. Os assassinatos de Ezio com a hidden blade não ficam perfeitos no quesito gráfico, assim como os de Altair no AC I. É um detalhe do jogo que seria mais bacana com uma atenção mais forte da Ubisoft. Os lagos com o estonteante reflexo do sol veneziano não deixam nada a desejar, assim como o sangue derramado das gargantas dos inimigos.
Pelos bens e pelos males, a nota na área visual é: 9

Novidades:
Essa é a parte mais longa. Assassins Creed II trouxe inúmeras fantásticas novidades. Novos personagens, novas habilidades, novas armas e, somando isso, novos modos de assassinato. Durante o gameplay, você conhecerá figuras que marcaram o século XVII - tais quais Leonardo da Vinci, Lorenzo di Medici e até Nicolau Maquiavel! Todos eles encaixados de maneira tão perfeita - tal qual uma peça de tetris - no universo de Ezio que você até imagina eles como personagens fictícios - Ou ainda: Imagina Ezio como um personagem real. Os fatos históricos são coerentes, trazendo uma indescritível sensação de realidade durante o jogo. As armas são variadas e igualmente divertidas - desde espadas, facas, lanças e até martelos e machados medievais - todo o arsenal necessário para esmagar um crânio. O assassino também poderá fazer upgrades na sua lâmina escondida: Leonardo Da Vinci as fará! Envenenamento e lâminas duplas são as breaking news da clássica arma do Assassins Creed. Aliás, já imaginou soltar um disparo com em pleno século cinco e cento? Não? Agora você pode. O pintor da Mona Lisa também construirá uma máquina voadora que estará a sua disposição! Exato! Ezio poderá voar sobre as cidades da Itália renascentista! Apenas imaginem o quão divertido isso é!
Além do "morcego gigante" - apelido da máquina voadora de Da Vinci - você poderá montar em cavalos e navegar em pequenas barcas nos famosos Canais de Veneza. Em combate, o jogo não decepciona. Os combos inovaram, com malabarismos, giros e façanhas acrobáticas do personagem principal. Outra coisa que nos deixa fascinado na ação de porrada é que Ezio poderá lutar pau-a-pau com os guardas mesmo desarmado! Como? Simples: Um dos combos é desarmar seu oponente! Pra que comprar armas quando você pode simplesmente roubá-las de guardas desatentos? Por último, mas não menos importante, você poderá contratar, no meio da cidade, prostitutas, ladrões e guerreiros para um simples objetivo: Ajudá-lo.
Distrair guardas e combater inimigos ao seu lado como mercenários fecham a seção de novidades, que merece nota: 10!

História:
O pessoal que é fã de movie-games, ou seja, jogos com várias cutscenes, spin-offs e enredos roteirizados para as telonas vai amar. As já citadas relações com os fatos históricos reais trazem a história mais próxima do jogador, criando a sensação de estar dentro do jogo. As ligações que a sequência de Assassins Creed fez com o primeiro episódio foram emocionantes. As estátuas dos antigos assassinos e as velhas escrituras de Altair sobre o "Piece of Eden" criam uma conexão entre os universos, e não deixa pra trás que Altair, Ezio e Desmond, o barman, tem a mesma linhagem de sangue. Fora do Animus, Desmond aprende a arte dos assassinos- vivendo, dentro do aparelho, seu ancestral fiorentino. Agora, por que? Será Desmond um assassino? Teria alguma relação com Abstergo? Com os templários? Será que vocês verão alguma ação surpreendente no inocente barman?
Só a atenção redobrada na história do jogo responderá, que, à propósito, merece nota: 10!

Análise Final:
Assassins Creed II não só continuou a série de maneira igual, não apresentando falhas. Esta sequência se superou em aspectos que mal imaginávamos. É um novo gameplay, uma nova sensação ao jogar. É uma prévia do que o futuro da empresa dos videogames nos reserva. O HD e os consoles da nova geração são os passos iniciais. The future is now.

Média Final de Assassins Creed - 9.6



E é por isso que eu digo: Nunca duvide de um game.

domingo, 22 de novembro de 2009

Crítica - 2012

Aqui está, novamente, o aviso de spoilers para toda a crítica de filme. Se não quer revelações sobre a bosta do enredo, vá assistir e depois volte aqui para ler.

Leitor(es).
Lembra quando, em um post, eu disse que queria fazer uma crítica de um filme treche, mas beeem treche mesmo? Realizei este desejo hoje.

Houve muita falação sobre o filme do fim do mundo e, principalmente, uma grande expectativa, que não foi cumprida.

A história do fim do mundo foi um marketing natural pro lançamento de "2012" - e quem sabe, o apagão de SP foi um marketing agressive. É comparável a chamar as pessoas da superlotação de 18:00h na praça da sé pra assistir o truque de tirar a moeda de trás da orelha de alguém.

Até a metade do filme eu estava quase gostando. Eles tinham a história perfeita. A faca e o queijo nas mãos. Nas mãos erradas. Foi somente um grande show de - exagerados - efeitos especiais; pra falar a verdade, o ingresso só vale pelos efeitos especiais.

Na verdade, o ingresso é caro. Vale os 10 reais que você compra de qualquer oriental na Av.Paulista.

Rolland Emmerich errou a mão e conseguiu meter o maior clichê da história num filme de fim do mundo, onde todos deveriam basicamente MORRER!
Certo, as pessoas morrem numa quantidade considerável, mas, porra, meter um herói-Robin Hood que salva as pobres almas que não tem dinheiro para entrar nas "Arcas de Noé" da salvação... é complicado.

No final - SPOILER - as pessoas que misticamente sobreviveram aos terremotos, maremotos, tsunamis, explosões random e erupções vulcânicas ingressam nas "arcas" - construídas pelos japonêses em UM ano. Arcas GIGANTES de material resistente a tempestades apocalípticas. A intenção era vender ingressos para os ricos, e era até capaz de se tornar um filme razoável caso isso ocorresse, mas não. Isso me indigna. Por quê tem o idiot hero que coloca os pobres dentro da arca? E ainda fica no drama, envolve a história do casamento e da relação do personagem com os filhos... Algo cansativo de explicar e de assistir.

What a shit movie.
O que eu disse aqui era o que precisava ser dito, o resto é irrelevante. Basicamente, não vale o tempo e a divulgação.

Avaliação: 2 Estrelas.
Mais efeitos especiais que Warcraft III

PS:
Queridos/Poucos leitores, como bom nerd, estou pensando em fazer uns reviews de jogos e coisas do gênero aqui no Blog.
Tem um coco numa ladeira: Rola ou não rola as reviews?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Crítica - Distrito 9

Tentarei não mandar spoilers nesse aqui, não por ser fantásticamente genial - e também, não que esteja muito longe disso - mas porque, um spoiler desse filme pode estragar toda a história e toda a maneira inovadora de se exibir um filme sobre extraterrestres.
Fui pro interior quando estava na onda de filmes de invasores espaciais, começando por Contatos Imediatos de 3 Grau, Outlander e até 2001 - Uma Odisséia ao Espaço. Ouvi falarem do tal "Distrito 9" e achei que era um filme de apartheid (explicarei mais a frente) ou algo do gênero, até descobrir que era, na verdade, um local em Johannesburgo onde os alienígenas - ou "Não-Humanos", como são chamados no filme - se instalam e vivem nas favelas sul-africanas.

O longa metragem começa como um documentário, onde Wilkus, um homem na MNU, é encarregado de levar uma ordem de despejo aos "invasores". O primeiro ponto surpreendente do filme é o fato de ser uma história de extraterrestres passada na África do Sul, tanto que o documentário começa com um trecho do tipo "Não seria nenhuma novidade se isso ocorresse em Washington".

Enquanto Wilkus vasculha os barracos dos não-humanos, dois destes conseguem produzir um combustível que é o 'ingrediente' que faltava para eles voltarem para a casa. O protagonista do documentário chega no muquifo desses dois e é exposto a essa subastância. This Can't Be Spoiled..

Outro ponto que chama bastante atenção: Todos que fizeram sexta série (coisa que dúvido em relação a alguns "leitores" desse blog) estudaram o, já citado aqui, apartheid. Na África do Sul, os negros eram reprimidos a ponto de ter que usar banheiros diferentes, áreas separadas em restaurantes e até ceder posição em filas hospitalares. O "Distrito 9" mostra novamente esse sofrimento, mas, dessa vez, com os aliens. A cidade de Johannesburgo se adapta aos "visitantes" e, por isso, fazem várias placas como "Proibida a entrada de não-humanos" e chegam até a criar uma organização para "controle" dos extraterrestres, a MNU (Multi-Nacional Union ou União Multi-Nacional).



O filme causou uma repercussão enorme devido ao marketing dele. Fizeram um site onde você pode gravar a sua denúncia de ter visto um não-humano! Exato! Como se fosse um telefonema para a MNU! A denúncia mais criativa levará prêmios, veja no site (segue o link abaixo).

http://www.sonypictures.com.br/Sony/HotSites/Br/district9/disque-denuncia/main.php
É super divertido, tem denúncias bem engraçadas, eu fiz a minha e depois coloco aqui procês.
Não via uma ação de marketing tão criativa desde o lançamento de Batman - Cavaleiro das Trevas, onde teve o Easter Egg que você ligava pro Harvey Dent e tal... Os nerds lembrarão.

Além disso, eu vi uma divulgação que, particularmente, achei muito bacana. No metrô Paraíso (para os moradores de São Paulo) há uma placa escrito "Viu um Não Humano? Denuncie!" e um telefone da MNU. Todas as ações levam o filme mais próximo do espectador, e é pelo próprio roteiro, juntamente com a atividade de marketing e a mistura de filme/documentário/ficção que minha nota para Distrito 9 é de 5 estrelinhas bem preenchidas.

Distrito 9 não é só um filme de alienígenas. É um filme que mostra o sofrimento de um povo.

PS: Mensagem do filme aos aliens é aplicavel a alguns malas deste blog.
Você Não é Bem Vindo Aqui.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Crítica - Arraste-me para o Inferno

Saudades daquele terror asqueroso e gosmento que faz você querer tampar os olhos, mas ao mesmo tempo seu subconsciente não o deixa fazê-lo? Pois é, comparado aos filmes de terror atuais, Drag me to Hell é uma obra-prima.

O filme gira em torno de Christine Brown (esqueci o nome da atriz e não estou com saco de procurar no Google), uma jovem que trabalha num banco, tomando conta dos empréstimos ou algo do gênero. Por estar concorrendo a vaga de assistente da gerência, Christine recusa um pedido de extensão para pagar a hipoteca da casa de uma senhora indiana, Sylvia Ganush (não vou por os nomes dos atores afinal... who cares?) e a faz perder o imóvel.

Esse fato leva as duas personagens ao cúmulo da mais divertida ignorância: A porrada entre uma velinha e uma loirassa. É uma cena exagerada, Sylvia tem a força de cem touros e Christine parece o Schwaznegger lutando. No final da porradaria, Ms. Ganush revela-se uma cigana e joga a maldição da Lâmia sobre a adorável moçoila.
A maldição faz o tal demônio atormentar o alvo durante 3 dias, e, após esse período, ela seria arrastada para o inferno.

Praticamente a trama inteira se passa ao redor de nossa protagonista tentando escapar da maldição. Vou tentar não dar spoilers, mas esse negrito aqui já é o aviso.

A característica mais marcante - e escrota - do filme é, sem dúvidas, os sustos, somados a nojeira desnecessária das cenas, tais quais... bem, uma velha morta vomitar na boca de uma loira goshtausa.
Os sustos são, na maioria das vezes, previsíveis, portanto, você já pode se encolher na cadeira com um aviso prévio, mas há algumas cenas nesse filme que vão lhe fazer pular da cadeira totalmente desavisado.

Concluíndo, com cenas interessantes, um roteiro bem criativo e um terror com certa pitada de humor torna "Arraste-me para o Inferno" um filme essencial para os amantes do gênero. Já para os que não são muito aficcionados... não vai cair bem

Sam Raimi mandou bem, apesar das cenas asquerosas e totalmente desnecessárias, veio bem a calhar, já que o cinema sentia falta de um terror divertido, longe de "Premonição" ou qualquer coisa do tipo que mais faça você rir - ou até chorar - ao invés de se assustar.

Minha avaliação: 4 estrelas
Descontei meia estrela por causa dos vômitos e 'asquerosidades'.
Descontei mais meia estrela por que sou chato pra caralho.

PS: Só eu notei a mãozinha do dêmonio no pecho da loira?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Crítica - Anjos & Demônios

Yeeeey!
Passeando pelo meu antigo blog (ainda faço parte dele, mas não escrevo. Talvez escreva lá de novo algum dia, em 2o12 quem sabe...) tirei várias idéias que servirão para meu "Projeto Solo". Dentre tais idéias, encontrei um dos meus maiores prazeres como amador: Fazer críticas de filmes.

Até pensei em fazer críticas no Blog do Pateta há um tempo atrás, mas nenhum filme "de impacto" havia sido lançado, portanto, achei melhor não faze-las.
Mãs, chegou a hora, meus queridos! Ontem fui ao Senhor Miyagi (japonês/coreano que vende DVD pirata aqui na esquina) e, além de comprar o filme da Chun-Li, que é péssimo (se você gosta de Street Fighter, não assista. Vai acabar com a sua ilusão), comprei a adaptação cinematográfica de um livro cujo autor é o mesmo de O Código Da Vinci.

Éxato! Anjos & Demônios! Coloquei no DVD esperando um filme misterioso, enigmático, cheio de mensagens ligadas a religião, causando um conflito com a ciência. Para minha surpresa, todas essas críticas pseudo-intelectuais estavam corretas!

Sinopse:
A história se passa no Vaticano, logo após a morte do Papa. Pouco Antes da reunião da conclave (definição do novo Papa), os quatro favoriti, ou seja, os quatro cardeais favoritos a posição do supremo poder da igreja são sequestrados. O simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado pela guarda do Vaticano para investigar o caso, e acaba descobrindo que os cardeais foram sequestrados por um antigo grupo, mais especificamente, um antigo inimigo da igreja católica. A Illuminati, uma associação formada principalmente por matemáticos, fisicos e intelectuais, que, na época onde a resposta para tudo era a vontade de deus, tal grupo buscava respostas científicas, explicações racionais. Buscavam a real causa dos fenômenos, forçando a igreja católica a iniciar uma "caçada" contra eles.

Ron Howard utilizou de fatos históricos envolvendo o clero e a Illuminati como base para o enredo do filme e, diga-se de passagem, conseguiu muito bem "reativar" o antigo conflito entre Religião e Ciência, como é mostrado em vários pontos do filme.O duelo entre religiosos e intelectuais cerca seu enredo.

Retratando lados da igreja que não conhecemos, mostrando fatos históricos esquecidos e utilizando uma sociedade secreta em busca de vingança, minha classificação para Anjos & Demônios é 5 estrelinhas!

Recomendo para amantes da história, religiosos (acredito que os extremistas possam se ofender com certas 'alfinetadas' que o filme dá nos católicos) ou interessados em filmes 'cabeça', que envolvam ficção e história... Enfim, vocês entenderam!

Não vou revelar spoilers pois esse filme merece ser assistido para ser entendido.
É isso, espero que tenham gostado mais da crítica do que do filme!

É nozes hein!
Digam nos comentários o que acharam do filme, falou!

PS: Não esqueçam, #ForaSarney hoje as 19h no Museu de Arte de São Paulo (MASP) - Av.Paulista